Postagens de destaque:

Sobre Amores e Libélulas

14 de julho de 2015

Hello! Sempre gostei muito dos textos do Lucas Silveira. Além de ser um ótimo compositor (Ele é o vocalista da banda Fresno pra quem não sabe de quem estou falando) tem o dom de escrever textos/poesias. Vira e mexe me pego vagando no blog dele, lendo e relendo tudo. Ele sempre me faz pensar e refletir, ficar horas analisando as coisas que ele escreve. Na grande maioria das vezes concordo com ele. Pra ser bem sincera acho que ele sempre tem razão em tudo que escreve! 

Faz um bom tempo que ele não publica mais nada no Blog O Romance Está em Apuros e eu sinto muita falta de textos novos, aí eu me contento relendo os velhos. Resolvi compartilhar com vocês (com que não conhece) um dos meus preferidos. O que o texto vem nos dizer?! Que não percamos tempo. 

Sobre Amores e Libélulas.
(Sim, esse texto é velho. Mas faz sentido, no momento).

Sobre amor e libélulas
Um dia desses estava escorado na janela de um hotel qualquer quando uma libélula pousou a poucos centímetros do meu braço. Na hora, eu não sabia ao certo se aquilo era uma libélula, ou uma cigarra, ou um inseto gigante qualquer. Nunca soube, e os poucos segundos que perdi tentando classificar o bicho foram suficientes para que ele sumisse. Bateu asas e escafedeu-se entre as árvores.

Eu tenho uma ligação especial com libélulas. Foi correndo atrás de uma que eu me estabaquei no chão, fraturando uma costela, perfurando o baço e sofrendo uma hemorragia interna que por pouco não me matou. Tinha cinco anos e, desde então, convivo com uma cicatriz que me atravessa o abdome, lado a lado. Tudo que eu queria era vê-la de perto, justamente para me certificar se o bicho em questão era cigarra, libélula ou “seja-lá-o-que-fosse”.

Se a necessidade de classificar uma libélula me rendeu duas semanas de internação, imagino o que me aconteceria se eu ficasse tentando classificar meus sentimentos. Inclusive, me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo… Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um baço perfurado.

Ás vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o seu último romance.

Lulu Santos pediu, a gente obedece:

“Hoje o tempo voa, amor
E escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor

Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir!”

O amor é uma libélula que pousa na nossa janela pouquíssimas vezes. Corra atrás da sua libélula, sem medo de se machucar. Viva o seu romance. Viva o seu último romance. 


Esse texto faz todo sentido pra mim. Não sei por quais motivos eu amo tanto, só sei que amo. E como diz o Lucas, não vamos perder tempo tentando entender os motivos nem tentando classificar. Apenas gosto e me sinto bem ao ler. Acho que já é o suficiente. Ele sempre me faz pensar nas várias vezes que perdi tempo tentando acertar, entender e classificar coisas. Enfim, reflitam. Beijos!

Att Natieli. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário



Todos os direitos reservados. ©
Desenvolvido por Sofisticado Design.